Hacker desbloqueia iPhone para uso em outros países


iphone 2 Hacker desbloqueia iPhone para uso em outros países

Adolescente de 17 anos levou 500 horas para liberar celular da Apple da operadora AT&T

NOVA JERSEY – Um hacker de 17 anos afirmou ter conseguido desbloquear o iPhone da rede da operadora AT&T, liberando o famoso celular da Apple para ser utilizado em outras operadoras e fora dos Estados Unidos, incluindo o Brasil.

George Hotz, de Nova Jersey, nos EUA, afirmou nesta sexta-feira, 24, ter liberado o iPhone e já estar utilizando o aparelho na rede da operadora T-Mobile. Em um vídeo postado em seu blog, ele segura um iPhone que mostra o nome da empresa em sua tela.

Entretanto, a troca de operadora não deve ser o maior impacto da novidade – e sim a possibilidade de seu uso em outros países, nos quais ele ainda não foi lançado. Atualmente, ele é vendido oficialmente apenas nos Estados Unidos.

Mark Siegel, porta-voz da AT&T, afirmou que a companhia não tinha nenhum comentário a fazer sobre o assunto. A Apple foi contatada, mas não retornou.

Hotz publicou em seu blog nesta quinta-feira, 23, o passo-a-passo para liberar o iPhone para diversas operadoras. O processo é complicado e requer habilidades manuais e com softwares. Com as dicas tornadas públicas, é provável que uma pequena indústria de pessoas realizando o desbloqueio para revenda em outros países possa surgir nos EUA.

“Isso é o que eu não quero”, afirmou Hotz. “Não quero que as pessoas façam dinheiro disso.” Ele afirmou que gostaria de deixar as instruções mais simples, para que os usuários pudessem fazer eles mesmos as modificações. “Porém, deste modo foi o mais simples que consegui”, afirmou. O próximo passo, segundo ele, é desenvolver um modo de desbloquear o iPhone utilizando um único software.

A modificação deixa a maior parte das aplicações do iPhone intactas – a única característica que não funciona é a que mostra as mensagens de voz como se fossem e-mails.

Aparentemente, não há nenhuma lei nos EUA contra desbloqueio de telefones celulares. Hotz realizou o processo em parceria online com quatro pessoas, duas delas da Rússia. Segundo ele, foram cerca de 500 horas aplicadas no projeto, iniciado desde que o iPhone foi lançado em 29 de junho.

Crédito: Estadão

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